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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Cirurgia de mudança de sexo

A cirurgia de redesignação de sexo, também conhecida como cirurgia de confirmação de gênero ou cirurgia de redesignação de gênero está sendo cada vez mais exigida e aceita na sociedade, isso se deve principalmente à progressiva normalização da transexualidade em muitas áreas. Mas também é relevante o fato de que a Cirurgia Plástica também evoluiu aos trancos e barrancos, tornando essa técnica cada vez mais segura, mais rápida e muito menos traumática. De fato, a primeira intervenção para mudar o sexo para um paciente conhecido foi quase 90 anos atrás (1930), então a mudança é notória.

A transexualidade ocorre em pessoas cujo sexo biológico difere do que elas experimentam ou sentem como próprias, portanto existem dois tipos: transexualidade feminina e transexualidade masculina. Normalmente, nesses casos, tratamentos complexos que cobrem diferentes disciplinas e que podem ou não incluir Cirurgia de Reatribuição Sexual são necessários. Em seguida, o Dr. Alexo Carballeira, cirurgião plástico e membro da AECEP, explicará o que é.



Cirurgias na transexualidade feminina

A transexualidade feminina afeta pessoas que têm sexo biológico masculino, mas são consideradas mulheres, possuem uma identidade de gênero feminina. Nesse caso, a cirurgia a ser realizada é denominada genitoplastia feminilizante ou vaginoplastia. A vaginoplastia pode ser realizada de várias maneiras, embora a mais comum seja a vaginoplastia para a inversão peniana. O cirurgião investe a pele do pênis e do escroto para criar uma vagina, tanto estética quanto funcionalmente, tão feminina quanto possível. A vaginoplastia também pode ser realizada com um retalho retossigmóide pediculado, que consiste em utilizar a parte final do intestino grosso para criar a vagina. O cirurgião determinará qual a técnica mais adequada, sempre levando em consideração as características específicas do paciente.

É também comum nestes pacientes feminizantes realização de cirurgia cosmética, tanto a cara (rinoplastia, levantamento frontal, Mentoplastia ..) e no corpo, principalmente: mamoplastia e Lipoescultura.

 Cirurgias na transexualidade masculina

Pessoas que nascem com sexo biológico feminino, mas identificam como os homens sofrem de transexualidade masculina. A Metaidoplastia é a intervenção cirúrgica que permite a construção de um pênis a partir do clitóris previamente tratado hormonalmente para obter sua hipertrofia. É possível fornecer ao paciente um pênis pequeno com a maior parte de sua funcionalidade, mas não adequado para penetração sexual. Outra técnica é conhecida como faloplastia, que, diferente da anterior, o pênis é construído com tecidos de outras partes do corpo, como a pele do antebraço, que permite um comprimento maior. Requer o implante de próteses testiculares, normalmente em uma segunda intervenção, e dependendo do caso, prótese peniana.

Cirurgias cosméticas faciais e corporais também são comuns, como mencionamos no caso anterior.

Agora você sabe o que é cirurgia de redesignação sexual, mas essa cirurgia é apenas parte do tratamento do paciente, que deve ser abrangente por uma equipe médica multidisciplinar.

Cirurgia plástica e segurança do paciente: como garantir isso?


Obviamente, nenhum médico pode garantir 100% de um resultado perfeito de um procedimento cirúrgico, uma vez que cada intervenção tem certos riscos potenciais e nem todos os pacientes são curados da mesma maneira. Agora, o resultado será muito melhor se o paciente escolher o cirurgião plástico certo, mas como podemos encontrar um bom cirurgião plástico?

Existem três características fundamentais que devem ser procuradas em um cirurgião plástico e que garantam a segurança do paciente e um ótimo resultado das intervenções: conhecimento, capacidade e vontade:

Conhecimento: O cirurgião tem o conhecimento e experiência necessários para saber o que fazer o que não fazer e como fazê-lo melhor? É um cirurgião plástico com as qualificações certas? Você tem o título oficial de especialista em Cirurgia Plástica, Estética e Reconstrutiva?
Capacidade: O cirurgião tem capacidade e, mais importante, o talento cirúrgico para alcançar resultados naturais com acabamentos excepcionais? Podemos ver fotos de antes e depois de algumas de suas cirurgias?
Will: Será que o cirurgião tem a vontade de levar o tempo necessário para realizar uma cirurgia plástica precisa, a fim de alcançar resultados notáveis?
Além de ter pessoal qualificado (cirurgião, anestesista ...), é essencial que a intervenção seja realizada em um hospital ou clínica que tenha as instalações e os meios necessários para realizar o procedimento e, se necessário, comparecer. , qualquer situação de emergência que possa ocorrer. Da mesma forma, as operações devem ser realizadas em uma sala de cirurgia que esteja em conformidade com as medidas higiênicas e de segurança exigidas.

Para garantir sua segurança, o paciente deve ser informado sobre tudo o que envolve o procedimento, certificar-se de que todos os exames necessários sejam realizados no pré-operatório (analítico, placa, revisão da história clínica ...), e saber quem será responsável realizar o acompanhamento pós-operatório.

Desconfie de "ofertas estéticas"

Intrusividade profissional no campo da cirurgia plástica e estética é a ordem do dia. O mundo da estética movimenta muito dinheiro e há muitos "pressupostos profissionais" que, sem contar com a preparação adequada para o desempenho da profissão, tentam aproveitar o lucro. Especialistas falsos representam um risco para a saúde de seus pacientes.

O paciente deve saber que as barganhas não existem em questões de saúde. Você deve ter cuidado com ofertas e tratamentos milagrosos que prometem resultados incríveis a preço de banana. A cirurgia de baixo custo geralmente está associada a práticas, em sua maioria ilegais, que podem desencadear negligência médica que é perigosa para a integridade do paciente.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Riscos de morte em cirurgia plástica

Risco anestésico-cirúrgico é a probabilidade de complicações e/ou óbito decorrentes do ritual pré, peri e pós-operatório. Essas intercorrências são dependentes de fatores diversos como estado de saúde do paciente, qualificação profissional da equipe médica, técnica operatória e instituição hospitalar. Constitui requisito capital na segurança e sucesso de qualquer procedimento cirúrgico uma avaliação clínico-laboratorial criteriosa no período pré-operatório. Não raramente esta pode ser a primeira oportunidade para algumas pessoas passarem por um check-up médico, quando então diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, derrame cerebral, insuficiência cardíaca, arritmia ou doenças constitucionais como diabetes, doenças renais, tireoidianas, colesterol elevado podem ser detectados. A instabilidade desses fatores encerra grande risco no período operatório.
Conforme a condição física, constituição do paciente, porte e duração do ato anestésico-cirúrgico, faz-se necessária uma consulta prévia (história clínica) pormenorizada seguida de exames complementares e específicos para cada pessoa. Nesta entrevista médica são essenciais informações sobre alergia ou intolerância a medicamentos, anestésicos, antissépticos, uso de drogas ilícitas ou psicotrópicos, e outras reações adversas em algum procedimento cirúrgico-odontológico pregresso. O paciente deve passar por exames básicos como hemograma completo (contagem de hemácias, leucócitos e plaquetas), análise da coagulação sanguínea, taxa de glicose (diabetes), exame de função renal e eletrocardiograma. Em cirurgias de médio e grande porte (intra-abdominal, intratorácica, craniana, vascular), cirurgia plástica qualquer, são recomendáveis exames mais sensíveis objetivando a presença de insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, enfarte do miocárdio antigo já cicatrizado etc. Estas doenças, ainda que leves ou silenciosas, somadas ao estresse metabólico e circulatório de qualquer cirurgia, agravam o prognóstico com iminentes riscos à vida em qualquer cirurgia.
Há que diferenciar os riscos inerentes e inevitáveis de certos procedimentos daqueles que eletiva e antecipadamente podem ser minimizados ou evitados.
Neste contexto temos como exemplos as cirurgias emergenciais (por exemplo, úlcera gástrica perfurada, hemorragia interna por rompimento vascular, aneurismas) e traumas, onde as circunstâncias exigem pronta intervenção cirúrgica para salvar a vida do enfermo. Nas cirurgias plásticas, de lipoaspiração e corretivas anatômicas em geral, existe um tempo hábil de planejamento pré-operatório, quando então todos os exames pré-admissionais à internação são executados com quantificação dos riscos alusivos à pessoa e procedimento, e medidas atenuantes e profiláticas.
Um grupo particularmente suscetível de complicações no trans e pós-operatório é representado pelos idosos. Nesta faixa etária existe uma incidência maior de comprometimento de órgãos vitais como coração, aparelho circulatório, cérebro e rins. O sistema imunológico é menos operante nessa faixa etária. Portanto, além de maior ocorrência de enfarte e derrame cerebral, há risco de infecções na ferida operatória e em todo o organismo (septicemia).
A avaliação pré-cirúrgica do idoso, mesmo hígido, é sempre mais rigorosa. Nas cirurgias eletivas de grande porte, além dos exames rotineiros torna-se mais prudente considerar exames mais sensíveis de função cardiovascular (teste ergométrico, ecocardiograma, cateterismo cardíaco).
Outro grupo que merece orientação e cuidado especial são os portadores de doença de válvulas cardíacas (com ou sem próteses artificiais). Neste grupo há grande risco de infecção intracardíaca (endocardite infecciosa). Trata-se de doença de grave prognóstico independente do risco pertinente ao ato cirúrgico. As únicas maneiras de evitar a endocardite são técnica cirúrgica rigidamente asséptica e uso adequado de profilaxia antibiótica (medicamentos antimicrobianos).
O ritual operatório é um trabalho de equipe, em que todos devem assumir seu papel com zelo, ética, humanismo e competência para um fim comum que é a saúde e satisfação do paciente. Cirurgião, anestesista e auxiliares devem atuar solidários para o bem-estar do doente.
Um integrante que tem papel primordial, considerado vital na cirurgia, é o anestesista. Este profissional deve ser conhecedor não apenas de técnicas anestésicas, mas da fisiologia do paciente como um todo. Uma parcela significativa de pacientes cirúrgicos é portadora de múltiplas afecções que com o estresse da cirurgia são passíveis de agravamento, com exigência de manuseio eficaz e emergencial. Todo medicamento e modalidade anestésica têm potenciais efeitos adversos no organismo. O sistema circulatório e o coração são particularmente vulneráveis aos anestésicos e fármacos adjuvantes no ato anestésico-operatório. Ainda que a instituição hospitalar disponha de monitores, equipamentos e todo instrumental cirúrgico modernos, o melhor monitoramento peri e pós-operatório é a própria equipe médica.
No curso operatório, o anestesista em especial, torna-se o verdadeiro “anjo da guarda do doente”.

JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA é cardiologista,
assistente do Serviço Risco Anestésico-Cirúrgico
do Hospital das Clínicas da UFG

segunda-feira, 9 de abril de 2018

PLÁSTICA NO ROSTO


A cirurgia plástica no rosto pode ser realizada de diversas formas e com diferentes objetivos. Existem, pelo menos, dez tipos de cirurgias plásticas que podem ser feitas na face, sem contar os procedimentos minimamente invasivos, a cirurgia de correção de cicatriz e a de correção do lábio leporino. A seguir, você encontra a lista completa com um breve resumo sobre cada procedimento.

10 alternativas de cirurgia plástica no rosto

Bichectomia

A face apresenta diversos compartimentos de gordura que funcionam como sistema de proteção. Um deles se estende quase que ao longo de toda a superfície lateral do rosto, desde a têmpora até próximo à mandíbula, e se chama Bola ou Bolsa de Bichat. Na região das bochechas é onde se apresenta com maior espessura. Quando em grande volume, causa um aspecto mais arredondado ao rosto. A bichectomia é a cirurgia plástica no rosto que retira parte desse compartimento de gordura, com o objetivo de modificar e/ou afinar o contorno facial.

Cirurgia de nariz

A rinoplastia melhora a aparência e a proporção do nariz, realçando a harmonia da face. A cirurgia do nariz também pode corrigir dificuldades respiratórias causadas por anormalidades estruturais ou lesão.

Cirurgia de orelha

A otoplastia melhora a forma, a posição ou as proporções das orelhas. A cirurgia corrige um defeito na estrutura das orelhas presente desde o nascimento e que se torna aparente com o desenvolvimento, mas também trata deformidades causadas por lesão ou trauma.

Cirurgia de pálpebra

A blefaroplastia melhora a aparência das pálpebras superiores, das pálpebras inferiores ou de ambas. Proporciona aparência rejuvenescida na área ao redor dos olhos, fazendo com que o olhar pareça mais descansado.

Cirurgia de queixo

A mentoplastia é a cirurgia plástica no rosto que remodela o queixo utilizando implantes ou o próprio osso para avançar ou recuar a estrutura local. Frequentemente, a cirurgia do queixo é recomendada junto à do nariz para atingir proporções faciais mais equilibradas (o tamanho do queixo pode aumentar ou diminuir o tamanho aparente do nariz).

Implantes faciais

Os implantes definem o rosto, aumentam a projeção e criam características faciais mais marcadas e distintas. A cirurgia beneficia pessoas que se sentem insatisfeitas com um queixo pequeno, a mandíbula pouco marcada ou a falta de um contorno facial. Qualquer área do rosto pode ser aumentada com implantes, mas as maçãs do rosto, o queixo e a mandíbula são os locais mais operados.

Lifting de sobrancelhas

O lifting consiste na elevação e/ou reposicionamento dos supercílios. Pode ser realizado através de diversas técnicas, que diferem-se pelas vias de acesso e objetivos específicos.

Lifting de testa

Também é conhecido como lifting frontal. A cirurgia minimiza vincos, melhora linhas de expressão e rugas, reposiciona a região frontal baixa ou flácida e eleva as sobrancelhas.

Lifting facial

ritidoplastia é um procedimento cirúrgico para melhorar sinais visíveis de envelhecimento no rosto e pescoço, como flacidez, vincos profundos, excesso de gordura e perda de tônus muscular. Pode ser realizado em conjunto com o lifting de testa e a blefaroplastia, por exemplo.

Tumores cutâneos

Consiste na retirada, parcial ou total, de lesões de pele, quer sejam benignas ou malignas, respeitando as características da doença em questão e buscando o melhor resultado para a aparência. Tumores benignos podem ser nevos (pintas), siringomas, queloides, lipomas, cistos, entre outros. Dentre as lesões malignas, os tumores mais comuns são o carcinoma basocelular, o carcinoma epidermoide ou espinocelular e o melanoma.